Por que tamanho é o medo de se dizer o óbvio?
Talvez tudo o que se tenha dito até hoje
e tudo o que ainda se dirá se óbvio
ou trivial para alguém.
Esta seria então a solução? Falar tudo,
já que tudo será mesmo banal?
Sim. Direi tudo, serei um poço de obviedades,
de banalidades e de futilidades.
Declararei o meu amor àqueles que são
alvo do meu afeto. Falarei mal daquilo
e daqueles que por um motivo qualquer
ou sem motivo algum caiam sob meu olhar
e me pareçam merecedores de um comentário
ácido e corrosivo ou simplesmente ofensivo.
Declaro então meu amor incondicional
aos meus amigos que bebem
e aos que não gostam de beber.
E meu ódio ao mofo que impregna
tudo neste pequeno e aconchegante
pedaço do inferno chamado Juiz de Fora.
B.M.P.
2 comentários:
Lembrou-me um jeito um tanto quanto itabiranamente Carlos de Andrade... ^_^
Fico pensando em quantos pedaços de inferno aconchegantes já me meti (pois sim, mesmo o inferno tem seus ganhos, uma vez que nos propomos a neles permanecer). O diabo é que neunhum deles fica fora de meu quarto...
Um xêro
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