segunda-feira, 9 de julho de 2007

O salto

Quanto de nós tem que morrer?

O quanto será necessário domar este jardim

que teima em crescer para todos os lados?

Pouco a pouco a convivência faz atrofiar

ramos que talvez um dia florescessem.

Nada como estar perto.

Nada como estar longe.

Morrer um dia por vez

eis um negócio perigoso.

Pouco a pouco a ausência faz murchar

folhagens um dia frondosas.

De cima do meu monte tendo divisar o horizonte.

Constato imediato não haver monte, há um buraco.

Não tenho de onde pular.

B.M.P.

2 comentários:

Catão disse...

Nessas horas eu fico feliz que você não mora mais em BH. Muitos lugares altos... Mas por outro lado, todos nós estaríamos bêbados uma hora destas. Mas assim avançamos todos, você tem seu buraco e eu um apartamento com grades nas janelas. As grades são boas, mantém as ovelhas indignadas dentro de casa.

Catão disse...

Admito que a quantidade de informações necessárias para entender meu comentário seria maior que o mesmo. Então as omito. :)